16 março, 2020

cidades do interior


Chiharu Shiota, A Room of Memory, 2009


são vastas as cidades do interior

de noite corremos as ruas
ao abrigo da luz paramos nas praças
onde o coração se encontra
perdemos partidas esperamos rejeições
cometemos crimes perfeitos sem pena
nem pesar

entre a chuva de setembro e a estação incerta
quando os olhos se fecham para achar caminho
é a música das cidades que faz o vento
e a sorte de quem vem
ao acaso achar fortuna

são vastas as cidades do interior
e não se encontram nos mapas
ninguém delas parte
sem perder a memória




sentimental

Simon Madrac, Man at Widow sentimental vamos ch amar-lhe porque perdia na guerra e no amor sem aprender que sentido pode ter desejar a...